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jueves, septiembre 29, 2022

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JOÃO BAPTISTA BORGES FALARÁ HOJE SOBRE A CAPELA DA NOSSA DAMA DO MONTE

A Capela de Nossa Senhora do Monte está ao lado da Estátua de Cristo Rei, os grandes exilídios da cidade do Lubango. Localizada num dos cumes da Serra de Chela, a Capela de Nossa Senhora do Monte é também um santuário de peregrinação religiosa que tem grande simbolismo e importância para a comunidade católica, também um importante trunfo turístico e histórico, pensa João Baptista Borges.

 

O seu processo de construção está estreitamente associado ao objectivo colonial em curso na altura, uma vez que serviu para consolidar a fé católica no então distrito da Huila entre os nativos e entre os portugueses (principalmente madeirenses) envolvidos no processo colonial.

 

A sua localização geográfica está também relacionada com um projecto inicial de construção dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes que, no sentido de evitar o centro da cidade, deveria rodear a cadeia montanhosa.

 

Após o avanço das obras, as dificuldades inerentes à construção de uma ponte, ceifaram muitas vidas entre os trabalhadores, fazendo com que o CFM abandonasse definitivamente a construção do caminho-de-ferro nesta rota. Foi então que as autoridades da época decidiram construir um santuário para simbolizar Nossa Senhora (mãe de Jesus) e, cumulativamente, para honrar as almas perdidas durante a tentativa de construir o referido viaduto.

 

João Baptista Borges conta que a construção da capela pode ser analisada em dois momentos, um primeiro edifício primitivo, ainda inacabado, foi inaugurado a 15 de Agosto de 1902, com a celebração de uma missa no acampamento, para patrocinar esta homilia foi uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, oferecida por um colono chamado Venâncio Ferreira Rodrigues que a adquiriu na cidade portuguesa do Porto, em cumprimento de uma promessa. Em nome do Bispo de Angola e do Congo, o pároco local abençoou a conclusão da obra a 14 de Agosto de 1903.

 

A partir dessa data, a capela tornou-se um lugar de Romaria, tornando-se uma tradição. Uma década e meia depois, João Henrique de Azevedo concebeu e desenhou uma capela maior com maior visibilidade de toda a então vila de Sá da Bandeira. Foi inaugurada em 1921.

 

Desde o início dos anos trinta do século passado, a imagem foi trazida para o parque, devido às dificuldades de deslocação para a capela, inerentes aos idosos, dando origem à actual Procissão de Vasos, onde a mesma imagem, acompanhada por milhares de pessoas, percorre o percurso entre a Capela e a Catedral do Lubango.

 

Como diz João Baptista Borges, é um lugar mágico, carregado de espiritualidade, que nos leva à última fila de um anfiteatro gigantesco com o majestoso vale como cenário.

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